quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Mordaças e palmadas



    Democracia e liberdade. Conceitos  difíceis, confusos , esquecidos e negligenciados. Leio, percebo aqui e ali algum projeto de amordaçamento da imprensa; Logo  que se manifesta surgem protestos e as garras se escondem de novo na manga.Mais a idéia volta mais adiante, e isso se repete. Vamos controlar  mais , via estado, os meios de comunicações: jornais, televsões, revistas,. Isso  de veicular qualquer coisa, ou ter liberdade  damais, não convém. O país ainda está imaturo,, o povo desinformado.O número de analfabetos é assustador,.Investir na ,educação,em vez de amordaçar os meios de comunicaão poderia ser uma idéia magnífica.. Escolas boas,professores estimulados, acesso fácil a todos, bons curriculos,, merenda farta.Ensino médio de qualdade  , acessível a todos, universidade ótima, e escolas técnicas superiores abundantes :acabar com o preconceito de que todos temos de ser bacharéis.
        Esse seria o verdadeiro gesto de liberdade democrática para´o país e o povo. jamais controlar a manifestação lvre de idéias, desejos  esperanças, necessidade e  protestos . nem querer nivelar por baixo,nem  limitar, como pensar ou reduzir ou até proibir séries americanas nas TVs brasileiras:queremos o atraso, ser China, ou Venezuela, ou nos entregrar  ao mundo mais adiantado, incentivar a boa produção de programas de TVs e de filmes  brasileiros,  em vez de cercear?
        Outro tema  é a interferência  em assuntos tão pessoais quanto a educação dos filhos, "palmadas'. Crianças e jovens, filhos em geral, já são protegidos por leis suficientes.Se elas não forem respeitadas, e sua quebra nãa for punida,, não  vai adiantar nada inventar novidades.Não acho que o projeto palmada funcione; quem vai denunciar o pai ou a mãe, o vizinho intrometido,, a vizinha  invejosa a comadre neurotica.?
       Violência  às vezes se justifica, sim,como para controlar a violência, segurar alucionados, prender bandidos, dominar violentos assassinos.. Mas nem mesmo violência verbal deveria reinar nas famílias: um insulto pode doer bem mais do que um tapa, brigas  entre os pais trazem mais mal do que uma palmadinha.O conceito de que violência em casa   deve ser punuda já existe. Basta aplicar as regras e leis,  mas a tal lei da palmada , parece-me irreal, inexequível,  geradora  de muita conusão e  de indevidas intromissões  no lugar que deveria ser o mais nosso, o mais pessoal,  nosso refúgio, nosso reino, nosso santo dos santos: a casa, a família, o lar..
      Mas como as coisas  entre nós,  e neste vasto mundo, andam mais para a  confusão e doideira do que para lucidez e serinidade, como estamos mais violentos , policialescos, alucinados assustados, e assustadores do que firmas, elegantes, sábios, pacíficos, tudo pode ser esperado, tudo é possível e vamos nos habituando a viver na estranheza, na esquisitice,,protegendo-nos cmo podemos de atos, fatos e idéias bizarros.   (Lya Lift)



Da Vince no século XXI



   Sabe-se  que o conceito de felicidade carece de definições pontuais A troca incessante do homem pelo equilíbrio entre realização material e emocional é o que confronta sua razão, e emoção na tentativa de alcance de uma autossatisfação plena que convencionou-se chamar de felicidade. Por isso as sucessivas gerações da sociedade procuram estabelecer modelos que sntetizam essa busca, ditando parâmetros que, ilusoriamente, organizam e homogeinizam aspirações que são, em essência eclusivamente individuais.
        No contexto atual da globalização, há quem associe autorrealização aos princípios previamente estabelecidos pela lógica capitalista de adequadação.Em um tipo de Darwinismo Social, preza-se pela competição materialista em   prol do sucesso profissional financeiro no qual alcançam a felicidade  aqueles que melhor  se adaptam à dinâmica do mercado, ao cumprimento das exigências sociais e à consequente potencialização do individualismo. Para esses, o alcance da felicidade só é viável se conseguir atingir o que a sociedade impõe como parâmetro para o desfrute de uma vida financeiramente comfortável, de forma que, somente após isso, possa-se  iniciar uma nova busca pelo equilíbrio emocional.
      Contudo,pensar em autossatisfação plema conforme modelos alheios  e padronizados se torna  essencialmente paradoxal. A felicidade é um conceito primeiramente individual, uma vez que cada ser humano tem suas próprias projeções, sem que essas necessariamente estejam adequadas´`as exigêncis e visões externas.. O cconflito entre o que se almeja e o que a  sociedade superestima é o que conduz os indivíduos a um constante desequilíbrio  emocional, tornando-o refém de seus próprios anseios e consequentemente, imcapaz se sentir-se   plenamente feliz. Isso justifica, por exemplo, a considerável procura atual por "receitas" para autorrealização, representadas por livros de auto-ajuda que vendem a idéia de felicidade. impressa.
      Dessa forma nota-se que, ao contrário do que a sociedade comtemporânea sustenta, a felicidade não deve ser um sentimento materializado e tampouco uniformizado. Há a exigência social de"homem vitruviano  do século XXI", exclusivamente racional e baseado no equilíbrio.  Porém, sabe-se  que a natureza humana é multifacetada e que , por isso, a felicidade rejeita modelos.


      
 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Precisa-se de cidadões

   



      Cientistas, polítios, notaram que a consolidação das instituições damocráticas acaba diminuindo a frequência de plebicitos ou outras formas de participação política popular extraeleitorais. O fato foi tomado,incorretamente por muitos como a superação gradual da participação política que nos levaria ao surgimento de tecnocraciass; a realidade, porém,é outra:não há diminuição de relevância da paticipação política; ocorre que a solidificação democrática refina essa partipação, aumentando o poder e a importância do voto, claramente indicando a indispensabilidade das eleições.
    Em uma realidade globolizada, neolliberal, vemos emergir o capital  como dirigente supremo da organização social, seja através da política "tradicional" com os "lobbies" promovidos por grandes corporações,ou pela influência midiática dos anunciantes. A imcapacidade dos governos atuais de balancear os interesses do bem comum, equilibrando as liberadas capitalistas com as necessidades  das camadas sociais mais baixas cria uma população cética perante às instituições políticas em geral.
       A" despolitização"(Brecht  chamaria de "analfabetização") da sociedade aumenta o vácuo entre as ações estatais e vontade do povo, deixando o homem médio a mercê do corporativismo:  afastado da política ele perde sua única possibilidade de defender seus interesses e direitos, bem como sua última chance de alterar (ou ao  menos discutir) a ordem vigente e consequentemente,  sua realidade diária.
        Entendendo-se a política como a busca do bem comum, como a defesa dos pequenos contra os maiores, da supremacia do justo sobre o injusto, como desejo de equilíbrio entre interesses e direitos diversos, rejeitando estender um laissez-faire a todos as questões sociais e barbárie a que seríamos levados, vislumbra-se  a participação ´política não apenas como um direito cada vez mais importamte  mas também como uma necessidade imprescindível, um dever.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

As crises pedem soluções realistas. De nada adianta alimentar ilusões



     No calor de um" DR", ou discursões da relação, quando problemas graves dos companheiros são expostos, é comum que surjam propostas de soluções mirabolantes,mudanças que estão fora da realidade ou do alcance do casal.Isso naturalmente, não dá certo. O que funciona mesmo é encarar a realidade com coragem e objetividade. O resto é pura fantasia- ou utopia.


            Se o parceiro diz "precisamos conversar", A maioria das pessoas logo pensa: "vem encrenca aí" É que os" DRs" ou discussões sobre relação, que deveria ser  experiencias gratificantes  de entedimento e aprendizado múltuo, muitas vezes se  tornam situações tensas, fadadas a terminar em briga, devido a comunicação sem qualidade, pela negação da realidade e pela postura rígida dos parceiros.
          O modo de comunicar é um hábito adquirido na família de origem As pessoas que se comunicam mal não se dão conta de sua dificuldade e muito menos percebem que ela compromete a harmonia com o parceiro e o crescimento da relação.
       Certas  simplificações  nas conversas do casal transmitem erroneamente a idéia  de que algo vai mudar- quando não há sincera disposição para isso.Usar  também a  comunicação para" fingir" mudanças é falar em grandes soluções. "Enquanto buscamos inacessível , tornamos impossível o realizável" Ou seja, criar utopias não resolve problemas. A  Lei Seca em 1920, lançada pelo governo norte- americano para acabar com o priblema do alcoolismo, e a decisão da Prefeitura de São Paulo para eliminar os "drogados' da região central da cidade são exemplos de soluções utópicas. em ambos os casos o resultado foi o agravamento dos problemas.Para casais, as soluções utópicas geradas nos DRs criam expectativas que  mudanças ocorrerão. Com o tempo, não se confirmam, os problemas se tornam  mais complexos e a frustação agrava a crise da uniçao.
      Exemplos:
   Ao descobrir a infidelidade  do parceiro ou marido, a mulher o convence, que é hora de terem um fllho  ,achando que ao se tornar pai ele, ele vai ficar mais maduro e não vai mais pular a cerca e nem revelou ao marido que sabia da traição.
      A jovem irritada por pagar as despesas do namorado, que não se esforçava para arrumar um emprego  melhor, convoca uma  DR para cobrar mudanças Na conversa ele a pede em casamento , alegando que os homens casados são mais bem vistos e tem mais chances..de consguir  boa colocação.
          Após conviver por 20 anos com o marido alcoólatra, a mulher  resolve separar-se. Na DR  em que comunificava a decisão, ele a convence de que deixará de beber dali  a dois anos, ao se aposentar, pois a bebida era só recurso para aguentar o estresse e a pressão do trabalho.
          Ora , seria mesmo sensato e eficaz que a primeira mulher tivesse sido  franca  com o marido  sobre a sua  descoberta,,  a segunda visse que estava sendo usada pelo namorado e a terceira enfrentasse o fato de  que o alcoólatra precisava de um profissonal.
        Soluções para problemas de relacionamentos devem ser realistas, objetivas e funcionais, ainda que dolorosas. Não se resolve problemas reais com soluções  idealizadas que apenas prolongam  as crises e empatam o tempo das pessoas. Agir de modo realista, porém requer coragem, amor,próprio , atitude prática e coerência. Para aqueles que não estão dispostos de encarar as dificuldades, existem os centros da carochinha.(Rosa Avello)
       













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A lição da da vida severina



    O retirante  Serevino, vindo do interior de Pernabuco chega desiludido  a Recife e encontra com o "mestre carpina', um morador dos miseráveis mocambos dos arredores da cidade O retirante indaga  ao mestre se não seria melhor  pôr fim a vida, atirando  ao rio,. A resposta do mestre é apontar  a própria vida: a de um   filho recém -nascido. mais um infeliz  filho da miséria.  A vida vista como um espetáculo que atrai e encanta o olhar...A vida, que por vezes permanece por um fio, prossegue como um milagre..."Brota" como a planta, a flor; une o homem a natureza, apesar da seca do NordesteA vida, como a daquela criança franzina, que explode por si mesma e nos comove, e nos enche de novas esperanças....
      Contém  uma imensa caarga de conformismo com a vida de sofrimentos dos que vivem abandonados à própria sorte sob a opressão dos mais fortes.Mas o mestre carpina, não teve palavas de revolta. diante daquela criança, seu filho, viu no "espetáculo da vida",  um motivo de encorajamento,  um estímulo para continuar  vivendo, apesar de todas as desgraças O meste extasia-se diante da explosão da vida, daquele milagre de a  vida gerar própria vida.É a resposta que ele dá  à pergnta de Sevirino, desesperado de viver.
       O ser humno é bom.Especialmente o ser humano desprezado, humilhado,violentado. Não é no rico,  no burguês, no capitalista gordo e bem- vestido que encontramos a imagem da bondade, da abnegação, da solidariedade. Quem socorre é sempre o mais humilde, ele próprio devia ser socorrido .Quem estende a mão e divide o pouco que tem não é o que possui tesouros em propriedades ou moedas ou papeis na Bolsa, mas  o que, como a viúva do Envangelho, tem apenas algumas migalhas e quer reparti- las com quem nada tem. Essa é a lição dos mais humildes, a lição de bondade e de humildade dos pobres severinos.

    

domingo, 9 de dezembro de 2012

Morte vida severina



  Severino, retirante,
  deixe agora que eu lhe diga
  eu não sei bem a resposta
  da pergunta que fazia
  se não vale mais saltar
  fora da ponte e da vida:
  nem conheço essa respostabém
  se quer mesmo que lhe diga;
  é difícil defender,
  só com palavras, a vida,
  ainda mais quando ela é
  esta que vê,serevina,
  mas se responder não pode
  à pergunta que fazia,
  ela, a vida, respondeu
  com sua presença viva.
 
  E não há melhor resposta
  que o espetáculo da vida:
  vê-la desfiar seu fio,
  que  também se chama vida.,
  ver a fábrica que ela mesma,
  teimosamente, se fabrica,
  vê-la brotar como há pouco
  em nova vida explodia;
  mesmo quando é asim pequena
  a explosão, como a ocorrida;
  mesmo quando é uma explosão
   como a de há pouco,franzina;
  mesmo  quando é a exolosão
  de uma vida severina.

 João Cabral de Melo Neto






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Grandaza de alma




    Todos os povos sempre ergueram monumentos aos seus heróis. - figuras abnegadas que dedicaram suas vidas ao país.Os monumentos perpetuam aquela dedicação. a fim que as gerações futuras vejam gravados no mámore os benefícios recebios Há estátuas  para homens ilustres,  como para figuraas anônimas do povo que simbolizam uma classe  ou grupo a quem a sociedade muito deve.Ao lado da estátua de Caxias o heroi, há o mausoléu  ao  soldado desconhecido, que representa todos os soldados que derramaram seu sangue pela pátria. Ao lado  da imagem de Cristo, que sacrificou pela humanidade semeando as boas palavras, há a estátua do lavrador que semeia o pão que nos alimenta. E quando não há monumentos, há comemorações permanentes,em dias escolhidos: para os pai:, a quem devemos a vida, para os professores, aos quais devemos a instrução etc.
         Cada um de nós tem, individualmente, lembranças comovedoras de pessoas que nos ajudaram em momentos difíceis, com as suas ações e seus conselhos. Um indivíduo anônimo que salvou a vida de uma criança prestes a ser morta. Uma senhora desprendida que  recolheu um recém- nascido abandonado. Um velho sábio que aconselhou um jovem em momento crucial De quantos cada um de nós  há de lembrar-se !
         Mas há o revesso da medalha. Os maus  momentos, as pessoas que nos ofenderam, injuriaram ou prejudicaram... Esses nao deve m merecer de nós  qualquer sentimento de revide ou vingança. Seria  renovar as mágoas que sofremos. O melhor será esquecer ou, como diz a máxima ovidiana, escrever na areia aquelas tristezas, esperando que com o primeiro vendaval, tudo se dissolva e se apague.
      Lembrar-se sempre dos benefícios recebidos é sinal de grandeza de alma. Também o é tentar esquecer as injúrias e as ofenças.

    Marcos Cesarino