sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Índios civilizados



  Se fizermos uma comparação com os índios, podemos dizer que os civilizados são uma sociedade sofrida.O índio, por sua vez estacionou no tempo e no espaço. O mesmo arco que ele faz hoje, seus antepassados faziam há mil anos. Se eles pararam nesse sentido, evoluiram quanto ao comportamento do homem dentro da sociedade.
    O índio em sua tribo tem um lugar estável e tranquilo É totalmente livre,  sem precisar dar satisfação de seus atos.  a quem quer que seja.. Que diferença estre as duas humanidades; uma tranquila onde o homem é dono de seus atos, outra,uma sociedade em explosão, onde é preciso um aparato, um sistema repessivo para poder manter a ordem e a paz dentro da sociedade. Se um indíviduo der um grito no centro de São Paulo, uma rdiopatrulha poderá levá-lo preso.Se um índio der  um tremendo berro dentro da aldeia, ninguém olhará para ele nem irá perguntar por ele gritou.O índio é um homem feliz.

  Fragmento da carta que os índios enviaram aos governadoesr da. Virgínia

    Nós estamos convencidos, portanto, que os senhores desejam o bem para nós e agradecemos de todo o coração .
    Mas aqueles que são sábios recohecem que diferentes nações têm concepções diferentes da coisas,e, sendo assim os senhores  não ficarão  ofendidos ao saber que a vossa idéia de educação não é a mesma que a nossa.
        Muitos dos nossos bravos querreiros foram formados nas escolas do Nordeste e aprenderam toda a vossa ciência. Mas, quando eles voltaram para nós, eles eram maus carregadores,ignorantes da vida da floresta imcapazes de suportarem. o frio e a fome., Não sabiam como caçar o veado 
matar o inimigo e construir uma cabana e falavam nossa língua muito mal. Eram totalmente inúteis.
       Ficamos agrdecidos pela vossa oferta e não podemos aceitá-la, para mostrar nossa graditão, oferecemos aos nobres senhores de Virgínia  que nos enviem alguns de seus jovens, que lhes ensinamos tudo que sabemos e faremos deles homen .

   Fragmento de carta de Davi Ianomami sobre o problema da educação

      (....) Nós ianomami sabemos  trabalhar. Há muitos anos sabemos plantar, limpar... Ianomami não morre de fome, só morre de doença Ele  tem tudo pra soreviver onde não tem garimpeiro. Já temos criação de animais e plantamos tudo em nossa floresta.
    Não precisa nos ensinar a trabalhar para pegar os costumes do branco O costume do branco é muito complicado para nós ianomami. O nosso costume é melhor que o dos brancos, pois nós preservamos os rios, igarapés, lagos montanhas a caça, os peixes as frutas,. Eu Davi quero preservar tudo isso O branco não tem respeito pela natureza, ele não sabe o que é bom, ele tem que aprender conosco. Eu quero ajudar os brancos a aprenderem conosco para fazer um mundo melhor

   Orlando Vilas Boas




















Binge Drinking;álcool além da dose


 Consumo de bebida entre os jovens começa cada vez mais cedo e em quantidade maiores

     A balada, a reunião na casa do amigo cujo os pais viajaram, o "esquenta" antes e sair para a festa...Regadas a generosas doses de álcool, essas atividades têm levados um crescente número de aolescentes para oatendmento de emergências dos hospitais.Tipicamente, são  cosumidores eventuais que bebem muito num curto espaço de tempo.É o chamado padrão binge drinking, que devine a ingestão de mais de quatro doses e babida alcoóloca numa única ocasião
      Pesquisas realizadas com alunos de escolas públicas e privadas mostram que o problema permeia todas as classes sociais Elas revelam que tem diminudo o número de jovens que bebem. Mas aqueles que consomem álcool começam cada vez mais cedo ( média  de 12 anos e meio) e ingerem quantidades cada vez maiores. Estudos do Centro Brasileiro de informações  sobre Drogas  psicotrópicas (Cebrid) (Unifest) com mais de 5 mil estudante de escolas particulares paulistana mostrou que 33% dos que cursavam o ensino médio havia consumido álcool no padrão binge no mês anterior´`a pesquisa.
   O leque de riscos envolvidos é enorme.O jovem alcoolizado se expõe mais as situações como dirigir ou pegar carona com alguém emembriegado, , fazer sexo sem proteção e praticar atos violentos. A intoxicação alcoólica pode levar a quadros de hipoclicemia e depressão do sistema nervoso central com risco de unsufíciência espiratória,  caminhando em coma e morte  Isso sem  falar nas quedas e acidentes que geram traumatismos graves.
        Por razões diversas, o problema não costuma ter a ateação que merece, Além do álcool ser uma droga licita, tais episódios são geralmente consideados ",  normais."típicos  da adolescência. É bem verdade que não há solução mágica. Mas, há, sim, muito a fazer. E isso requer o envolvimento da família, da escola, e de outros setores da sociedade . Alguns hospitais  têm procurado contribuir, fazendo mais  do que simplesmente tratar clinicamente o paciente que chega com intoxicação alcoólica. Essas instituições têm proposto protocolos  específicos para o atendimento desses casos, que podem incluir, além da avaliação feita pelo pediatra, orientações a pais e pacientes e  mesmo a sugestão de tratamento com psicólogos e psiquiatras especializados.

   Alcoolismo é um problema de saúde pública. Reduzir o consumo de binge brinking entre os adolescestes é previnir os riscos de hoje e situaçoes futuras ainda  mais graves  difíceis de tratar, como  a depedência de álcool.
  ( Einstein saúde Veja)







  

 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Furto da flor


  Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.
  Trouxe-a para casa e coloque-a  no copo com água. Logo senti que ela não  estava feliz. O copo destina-se a beber, e  flor não é para ser bebida.
  Passei-a para o vaso, e notei que ela  me agradecia,  revelando melhor sua delicada composição.Quantas novidades há numa flor,  se a contemplarmos bem.
   Sendo autor do furto, eu assumira  a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
    Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la  no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e me  repeendeu-me:
    -Que idéia a sua , vir jogar lixo  de sua casa neste jardim1

 Andrade  C. D.

Você se ama?



  Especialistas monstram  que a auto-estima faz a diferença na hora  de enfrentar desafios.Alta, ela é seu maior aliado. Baixa, o pior inimigo.

    "Não importa o que acontença, eu sou muito valioso para mim."É essa a idéia que faz diferença. entre  o sujeito que vai à luta para se reerguer e o que se entrega ao desânimo . " De todos os julgamentos, o mais importante é o que fazemos sobre nós mesmos"Segundo o psicológo Branden que se dedica ao tema da auto-estima , quase todos os problemas psicológicos-    -  da ansiedade à auto- sabotagem no trabalho e no amor,  do medo da intimidade à escravidão das drogas- têm  sua raiz no amor insuficiente  do indivíduo por si mesmo. A auto- estima influencia tudo que você faz, desde os atos mais banais,  como barganhar o preço do tomate com o feirante, até  a opção como permanecer num emprego seguro mas sem perspectivas ou montar seu próprio negocio. Quem  se ama deseja- e sabe que merece - o melhor para si (... )

 Oliveira L

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Sem medo de quebrar mitos



O novo livro de um dos mais polêmicos pensadores da educação no país derruba verdades absolutas sobre a sala de aula e convoca os pais  em prol da qualidade.


      As escolas brasileiras permaneceram  por séculos como uma caixa preta inviolável.Não se sabia  nem quantas delas havia no país,  muito menos o nível de ensino que ofertavam.Esses tempos de escravidão ficaram para trás desde que começou a surgir no Brasil uma profusão de termômetros para medir a qualidade da educação.-tão numerosos  que um cidadão comum se perde em meio a tantos indicadores. Não se pode culpar a pobreza estatísca, portanto pela falta de objetividade que ainda domina as discussões sobre as grandes questões. da sala de aula.O problema é outro:boa parte dos educadores preferem manter-se aferrada a bandeiras ideólogicas do passado a encarar fatos mesmo quando eles contrariam suas velhas  convicções.  O economista e articulista de Veja Gustavo Ioschpe bate nessa nova tecla em seu novo livro, O  que o Brasil Quer Ser Quando Crescer? O  que se distingue da maioria dos que enveredam por essa área é justamente a disposição de encarar os temas mais espinhosos sem se deixar cegar pelas crtezas absolutas..
      No livro ele se vale  de um arsenal de pesquisas e de argumentações coerentes para desconstruir um a um os mitos que pairam como uma camisa de força sobre o ensino brasileiro. Um deles   diz respeito à escassez de dinheiro para a educação- a raiz  de nossos males, diria a esmagadora maioria..Pois os números apresentados  por Iosghpe demonstram que o Brasil despende para a sala de aula quase tanto quanto o clube dos países,  mais desenvolvidos.   da OCDE (5, 7% em relação ao PIB nós   X 5, 8% eles, se comparados os gastos públicos.) Mas só se o investimento subir  será possível dar um grande salto  de que precisamos.E, ainda que o Brasil destine mais dinheiro, à área como está previsto, não há garantia de sucesso.Na última década , o país foi vice- campeão em aumento de recursos para educação, mas continuou na rabeira do ensino. Os reajustes no salário dos professores tão pouco se traduziram em avanços relevantes na sala de aula- nem mesmo nas escolas particulares. Um artigo expõe um dado que derruba a crença de que elas são um oásis de bom ensino : Os alunos mais ricos do  Brasil têm desempenho pior do que os mais pobres dos  paíse que estão no topo.
         Não  há nada  de mirabolante nem de tão dispendioso nas saídas sugerias por Ioschpe. Trata-se,  de uma mudança de mentalidade- a começar pelos cursos de pedagogia, que preferem perder-se em teorias obsoletas  a ensinar aos futuros mestres estratégias para a sala e aula. A experiência internacional indica que os caminhos para o êxito acadêmico passam  pelo  mais  básico: metas  de aprendizado, dever de casa,, meritocracia.  Foi assim que a China alçou seus alunos ao pódio da educação mundial, ."  Quero  romper com a idéia que está tudo bem na escola. Os pais têm o papel de cobrar avanços.'

 Monica Weinberg
























terça-feira, 1 de janeiro de 2013

" O Google não é solução"


 Levaremos décadas para construir a biblioteca ideal para a era da internet.

     O excesso de informaçao que somos submetidos é aparente, nossa sobregarga de informação  não é recente. Tem mais de 500 anos.Comecou com a invençao da imprensa por Gutenberg. Naquela época o problema  não era o exceso de informações, mas  a falta de meios eficientes para filtrar e  achar  o que se busca.Hoje, essa ausência  faz as pessoas recorrer aos celulares, às  redes sociais e o Google. Mas isso não resolve Segundo Shirky levou décadas  para a humanidade aperfeiçoar o modelo de organizar as informações dos livros em grandes bibliotecas.Agora com o dilúvio via internet,  o desafio ´equivalente. Só que numa escala imcomparavelmente maior.
     O buscaor do Google é a melhor solução encontrada para buscar informação neste moento. Não é  definitiva. Ainda será necessário esperar décadas  até descobrirem um mecanismo digital de busca que seja tão eficiente e confortável coo a boa  e velha biblioteca.. No séculoX V com a explosão da publicação de livros as pessoas se sentiram afogadas em inormações. No começo os livros impressos eram grandes e caros.Os editores italiansos reduziram as dimenções para um formato menor , permitindo os eleitores carregar no bolso ou na bolsa.O preço caiu e as edições  e as triagens  aumentaram, o leitor se viu sobrecarregado de informações e  não tinham tempo  de ler tudo que publicavam mesmo os intelectuais ricos.
     A idéia da biblioteca teve primeiro que ser resgatada.Na Antiguidade,    bibliotecas eram locais.  para quardar livros e buscar informações Essa função foi desvirtuada  pela igreja na Idade Média,  qando elas  passaram a ser lugares destinados a esconder livros. A reinvenção da biblioteca  passou pela criação de um espaço físico para reunir  leitores e livros de modo a serem rapidamente localizdos quando necessário, esse processo levou décadas. é o que acontece hoje. A internet pública tem quase 20 anos. Ainda não surgiu um metódo  definitivo de busca de informações. O Google pode ser o mecanismo mais popular, mas não é perfeito nem de uso universal, como a biblioteca tem sido há mais de 500 anos.
     O que falta para termos uma biblioteca digital ideal - nosso problema é o mesmo dos anos 1990. Ainda  não contamos  com filtros realmente eficientes para pinçar no meio do palheiro digital aquela agulha específica que buscamos.Levarará décadas para aprendermos a gerenciar  as informações  neste novo mundo digital.
          O excesso de informação é benéfico para a liberdade de expressão. Mas o que se vê é o fechamento de jornais e revistas em todo mundo
     A transformação  por que passa a inprensa  esceita é um processo sem volta.Quando ela surgiu mostrou-se um modelo de negócio tão bm que sobreviveu por 200 anos. Esse modelo de negócio sustentado pela venda de publicidade, acabou Os jornais e as revistas  precisam mudar para sobreviver ou desaparecer. Nos Estados Unidos,   a imprensa local acabou.. Ainda não surgiu um substituto para filtrar  e levar notícias aos leitores Quem assumiui esse papel foi o cidadão, usando  o celular, as redes sociais e o Twitter.
      São ferramentas poderosas. A censura já  começou. Os governos e as empresas estão apavorados com o poder dos novos meios. Vem vazando milhares de documantos do governo. americano Sua publicação na internet revelou ao mundo como os governos agem..


  Clay Shirky professor de   jornalismo da unuvérsidade de Nova York (Revista Época)
     

































Contenção e repressão



 "Avida depende do ensinamento da contenção, que  não é sinônimo de repressão. Quem se contém o faz poque quer fazê-lo, e não porque é obrigado pelos outros. Obedece a uma lei que não é exterior, mas  que foi interiorizada."

         A cidade é nossa . Li essa frase descendo uma  das ruas de Pacaembu, em São Paulo. Estava escrito em letras garrafais no.  muro recém -pintado de uma casa Ela me chamou atenção e não me saiu da cabeça O  significava a palavra" nossa?".Podria significar que a cidade é um bem comum e todos são responsáveis por ela.. Mas, por estar muito bem pintado, lamentalmente significava que todos podemos dispor da cidade como bem entendemos.
       O significado  me remeteu às águas negras de entulho do Rio Tietê, aos bueiros da ruas de São Paulo obstruídos pelo lixo,ao horror das inundações: a terra que desaba, o buraco soterrando e os moradores sujeitos ao pior. São Paulo, Rio de Janeiro e o resto do Brasil,  onde ainda dispomos do espaço como bem entendemos  Pensei no autor da frase . Ele ,decerto escreveu com uma fantasia  prazerosa de onipotência. Porém fez isso à noite, furtando-se do olhar dos outros. Não era livre,  era escravo do desejo de ser onipotênte. Escreveu, mas não sabia risco de ser pego em  flagrante e sofrer as consequências.
       Ninguem é livre para fazer o que bem entende, e sim por desejar fazer o que pode. Na cidade, no campo,no mar,no rio, no espaço inteiro do planeta. Terremotos, tsunamis, tempestades: a sobrevivência requer  autocontrole, além de impor a prevenção.Exemplos disso são os japoneses que controlam a repercussão do terremoto devastador  pela localização  judiciosa da maioria das construções e pela forma como a construíram.
      A conduta de quem se norteia só pela  própria fantasia não é livre,é perversa  porque faz do prazer  a única  lei do desejo. Visa somente a satisfação imediata e negligencia o estrago que pode causar.Quem é repremido deixa a contragosto de fazer o que deseja- e, por, sentir-se contrariado, tende a valorizar a transgressão.
       A Contenção implica a consciência de que somos livre quando desejamos o que podemos. Ou seja ,quando nossa liberdade leva em conta os outrosPara tanto é preciso ser educado como no Japão,  onde apesar da tragédia que se abateu sobre o país, não houve violência, cenas de tumulto ou saque. Mesmo nesse momento extremo,  a disciplina imperou nos abrigos improvisados e  nas filas de  telefonr´públicos. Privadas do uso normal de celular, as pessoas esperavam pacientemente a vez para falar com seus familiares.. Uma lição de  civilidade tão inesquecível quanto ao um terremoto corresponde a um 108 000 bombas de Hiroshima.

     Betty Milan