quarta-feira, 20 de março de 2013
O Brasil não conhece o Brasil
O Brasil não se consome porque não se conhece e não se conhece porque não se consome.O Brasil pouco assiste.O brasil assiste a Hollywood.O Brasil pouco se lê. O Brasil lê livros de autoajuda,eatadunidenses, ou místicos e exoticos de qualquer nacionalidade.Paulo Coelho é (ou foi) a nossa reserva .Dos 20 livros da listas dos mais vendidos no país dois são brasileiros, O Leite derramado, de Chico Buarque, de ficção, e 1808, de Laurentino Gomes, de não ficção. Daniel Filho reivindicou a consagração nacional quando vendeu seis milhões de imgressos para Se eu fosse você 2 num país de 190 milhões de habitantes.( 2009)
O Brasil não promove ou protege sua produção.A única linguagem que quebou, por si mesma, com a raserva do mercado estadunidense e falou com o país, foi a música. A partir dos anos 60.Antes disso, as rádios tocavam 10 internacionais para uma brasileira como hoje,com o cinema e a literatura. Não sei se as políticas públicas ainda condenam os estudantes à leitura obrigatória de José de Alencar.Foi um trauma insuportável para muitas gerações.Tenho certeza que os currículos escolares cntinuam ignorando os autores contemporâneos, preteridos pelos clássicos, por isso a vontade de ler é tão discreta. É possível incluir autores contemporâneos no negócio do livro didático, que move milhões de reais, porque, se eles sobreviverem com dignidade, ressuscitarão a voz nacional que está esquálida..Até as novelas da Globo perderam o fôlégo.
Tudo que o País precisa é de muitos anos de Brasil- Brasil, e de uma lei que promova o encntro do criador nacional com o seu patrício consumidor.
Aninha Franco
terça-feira, 19 de março de 2013
Uma década é uma vida.Mas também parece que passa num piscar de olhos.
Você olha e vapt!, lá se vai dias, meses, anos.."Parece que foi ontem" dizemos, ao olharmos pelo retrovisor do tempo.
Tudo, tudo, tudo que aconteceu com a gente: as coisas ruins, a gente vai tentando esquecer, como se fosse possível apagar de dentro de nós a dor e o sofrimento de uma perda de alguém que amamos.``E terrível!Desesperador! Mas, a vida continua, temos que seguir em frente,capengando, caindo e levando. Só tempo, tempo, tempo....para fechar as feridas....
As coisas boas, a gente suspira um pouco, dá aquele sorrizinho e fala:"È, parece que foi ontem".Porque, como se diz, recordar é viver.
"Nesses dez anos, eu andei, corri, tropecei, caí, chorei dei umas voltinhas por cima e pelos lados, sorri (porque estava sendo filmado) e rogo ao homem lá de cima que me dê umas dez decadinhas de vida"
Como dizia Gonzaguinha,"ninguém quer a morte, só saúde e sorte".Por que? Ora meu velho, è porque a vida é um grande barato. Os pessimistas esses chatos de plantão, é que acham tudo caro.
Ao Indigente
Quantas noites, juntos,
vivemos os mesmos problemas;
vós sob o peso de aflições e sofrimentos
e nós no imenso desejo de saná-los.
Aprendemos, na vossa humildade, a ser brandos;
na vossa renúncia, a ser compreensivos;
na vossa indulgência, a ser generosos.
Vós vos oferecestes o que há de mais sagrado em vós- a vossa vida.
Nunca havereis de imaginar o legado de vossa contribuição...
Por isso, hoje as nossas maõs seguram as vossas para beijá-las,
gesto consciente pela semente que vós em nós plantastes...
Por Deus vós prometemos que o nosso trabalho de cada dia será em
prol da realização daquele "sentimento' que a vossa alma nos segredou;
e assim o amanhã apagará por certo a ilusão ao pobre e/ou ao indigente.
porque, mais do que nunca, sentimos que a saúde é patrimônio da humanidade.
Um novo olhar
O olhar do coração nos revela um mundo
Que não obdece às leis dos homens,
Mas à lei da vida.
O olhar do coração nos mostra que a terra
E suas florestas não têm bandeira,
Que rios atravessam os paises sem perceber fronteiras
E que o ar è livre porque è de todos.
De repente, um novo mundo surge diante de nossos olhos
.Não vemos mais países, mas regiões
Não vemos mais territórios, mas culturas
Não vemos mais conflitos de fronteiras,
Mas gente diferente com as mesmas necessidades e sonhos,
Com as mesmas buscas de harmonia e felicidade.
Com esse novo olhar, começaremos a ver o mundo
Ao :nosso redor e a explorar tudo o que nos une:
A terra, as florestas, os rios, as montanhas, o sol e o ar.
Esse novo olhar nos revelou a América Latina,
Terra que nos abriga.Foi viajando por ela
Que experimentei a beleza, o prazer
E a riqueza de se colocar a caminho
Levados pelo olhar do coração.
Encontramos na riqueza de sua adversidade
Um convite à troca e ao reconhecimento mútuo.
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segunda-feira, 18 de março de 2013
O Dia Interncional da Mulher
È celebrado a 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o inicío da Revolução de 1917.Entretanto a idéia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. A idéia da existência de um dia internacional da de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivos de frequentes protestos por partte de trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos sequintes, em vários países do mundo.Na atualidade o Dia Internacional da Mulher perdeu perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo caráter festivo e comercial.Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito dos operários grevistas do 8 de março de 1917, costumam destribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
Lei Maria da Penha
A realidade atual da família brasileira reestruturou-se à medida que foram abandonados preconceitos históricos decorrentes da supremacia da família patriarcal e matrimonializada . Aos poucos, a família foi alterando seus valores, ropendo a rigidez em que se encontrava estruturada abrindo espaço para novos elementos dentre eles a efetifidade. Surge então uma nova concepção de familía a qual passou a ser vista como um lugar de afeto e de concretização dos interesses de cada componente familiar, como a aspctos relevantes a igualdade, o respeito, e a liberdade entre seus membros.
Todo o sistema originário no Códico Ciivil de 1916 tinha por base a família com grupos social originário no casamento e unida através de laços sanguíneos. A indissolubilidade do vínculo matrimonial como forma de perpetuar a família e manter centrada nela o poder econômico.Esse contexto, somente os filhos oriundos do casamento eram reconhecidos como legítimos. Os filhos de relações extramatrimoniais eram discriminados, sem qualquer proteção legal.
Os papeis de marido e esposa eram muito rígidos. A mulher era negado o dreito de liberdade e de autogestão, sua influência era quase nula e suas principais atividades eram as lidas domésticas e a criação dos filhos. não se justificava a mulher fora de casa. Ela estava destinada à inércia e a ignorância. Tinha vntade, mas era inpotente.
Esse modelo de família foi mudando face ás transformações sociais e econômicas:o ingresso da mulher no mercado trabalho. Devido ao processo de urbanização e à onerosidade da vida em comum, a grande plole foi reduzindo a número cada vez menor de filhos.A família instituição foi substituida pela família instrumento, isto é , ela contribui para o desenvovimento da personalidade e da realização da dignidade de seua menbros.A família brasileira é uma entidade plural, cada vez mais democrática e igualitária cujo afeto é o principal elemento das relações familiares.Diante dessas mudanças, houve uma necessidade do Direito se adequar à nova realidade sob pena de náo ser mais hábil para solucionar os conflitos familiares. A Constituição Federal consagrou os princípios de iguadade da filiação, proibindo qualquer discriminação dos filhos advindos ou não do matrimônio, o reconhecimento de outras formas de constituição familiar ao lado do casamento, como a união estável e as famílias mono, parentais e igualou os direitos deveres reverentes à sociedade conjugal, passando a ser exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.
A Lei Maria da Penha que" cria mecanismos para proibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher", " dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Domêstica e Famliar" Maria da Penha foi vítima de violência doméstica praticada pelo seu ex- marido que disparou sobre ela quando dormia alegando uma tentativa de roubo.A tentativa do homocídio a deixou paraplegia dos menbros inferiores. Duas semanas depois o ex- marido tentou eletrocutá- la enquanto banhava.
O agressor foi preso. A persistência da vítima em punir o agressor forçou as autoridades a olhar a violência doméstica e os procedimentos judiciais com mais atenção.
A Lei compreende violência doméstica como ação ou omissão que ocorre no "espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas". No âmbito doméstico, o agresor pode não ter relações famíliares com a vítima, mas deve necessáriamente conviver, de forma continuada, com ela.Essa definição .abrange, inclusive, os empregados domésticos ou seja os "esporadicamente agregados"
As espécies de violência contra a mulher estão elencadas como:
Violência física: qualquer conduta que ofende a integridade ou a saúde corporal da mulher.
Violência psicológica:Quando causa dano emocional e diminuição de autoestima à mulher.ou que vise controlar suas ações, crenças, comportamentos mediante ameaça, humilhação, perseguição, chantagem, limitação de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuíso à saúde.
Violência sexual: participar de relação sexual não desejada mediante intimação, ameaça, ou uso de força.Que a impeça de usar método contraceptivo; que a force ao matrmônio, à gravidez, ao aborto,ou à prostituição mediante chantagem coação....
Violência patrimonial:qualquer conduta que configure e direitos ou recursos econômicos ostenção, subtração, destruição de objetos pertencentes à mulher, documentos pessoais, bens, valores...
Violência moral;:quando confugure, calúnia, dimfamação ou injúria.
A assistência polocial poderá ser preventiva atuante na "iminencia"da agressão ou repressiva.As diretrizes baseiam -se numa autoridae policial mais participativa,protetiva e seloza no atendemento à ví irem.tima. Muitas mulheres não denunciam as agressões por medo de vigança do agressor conra a si ou contra os filhos..Não raro também, quando registram a ocorrencia, as mulheres retornan à sua residência,pois não tem outro lugar para irem.Ali se submetem novamente ao ambiente agressivo e comumente são vítimas de novas agrssões.. È corriqueiro também, não comparecerem às audiências forçando o Ministério Público a pedir o arquivamento dos processos criminais. permitindo o proced
Os novos precedimentos foram criados para que a vítima se sinta protegida para denunciar e manter a denúncia. permitindo o procedimento criminal do agrsssor até o final da decisão e condenação, se for o caso.
A lei traz caractériscas mais rigorosas e pede , diminuir o número de mulheres que pedem socorro
Manual de Psicológia Jurídica
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domingo, 17 de março de 2013
14 de março, Dia Da Poesia
Aos poetas...
Poesia é uma forma de se expressar e transmitir sentimentos, emoções e pensamentos
Antigamente, as poesias eram cantadas, acompanhadas pela lira,um instrumento musical muito comum na Grécia antiga.
Por isso, se diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico.
Hoje é consideraddo o Dia Nacional da Poesia, pois foi nessa data que nasceu o grande poeta brasileiro Castro Alves
Poeta romântico.
Ao Romper D'Alva
Página feia. que ao futuro narra
Dos homens de hoje a lassidão, a históra
Com o pranto escrita, com o suor selada
Dos párias misérrimos do mundo!
Página feia, que eu não possa altivo
Romper,pisar-te, reclamar, punir-te...
Pedro Calasans
Sigo só caminhando serra acima,
E meu cavalo a galopar se anima
Aos bafos da manhã.
A alvorada se eleva do levante.,
E, ao mirar na lagoa seu semblante,
Julga ver su irmã.
Tudo é luz, tudo aroma e murmurio.
A barba branca da cascata o rio
Faz orando tremer.
No descampado o cedro curva a frente,
Folhas e preces as pés do Onopotente
Manda a lufada erguer.
Terra de Santa Cruz, sublime verso
Da epopéia gigante do universo,
Da imensa ciação.
Com tuas matas,ciclopliberdade estes de verduras,
Onde o jaguar, que passa na espessura,
Roja as folhas no chão:
Como és bela,soberba, livre, ousada!
Em tuas cordileiras assentada
A liberdade está.
A púrpura da bruna,a ventania
Rasga, espedaça o cetro que s' erguia
Do rijo Piquiá.
Mas o que vejo? É um sonho...! A barbaria
Erguer-se neste séc'lo à luz do dia.
Sem pejo se ostentar.
E a escravidão- nojento crocodilo
Da onda turva expulso lá do Nilo-
Vir aqui se abrigar!..
Oh! Deus! Não ouves dentre a imensa orquestra
Que a natueza virgem manda em festa
Soberba, senhoril,
Um grito que soluça aflito, vivo,
O retinar dos ferros do cativo,
Um som discorde e vil?
Senhor, não deixe que se manche a tela
Onde traçaste a criação mais bela
De tua inspiração.
O sol de tua glória foi toldado...
Teu poema da América manchado,
Manchou-o a escavidão.
Prantos de sangue- vagas escarlates-
Toldam teus rios-lúbricos Eufrates
Dos servos de Sião.
E as palmeiras se torcem torturadas
Quanto escutam os morros nas quebradas
O grito de aflição.
Oh! ver não posso esse labéu maldito!
Quando dos liivros ouvirei o grito?
Sim...talvez amanhã.
Galopa, meu cavalo, serra acima!
Arranca-me a este solo. Eia! te anima
Aos bafos da manã.
Recife, 18 de julho de 1865
ALVES, Castro
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Julga ver sua irmã.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Elegia do amigo morto
"Apesar todo o dilaceramento, solidão e lágrimas, a morte tem um poder limitado: seu dedo cruel e ossudo não consegue encontrar a tecla com que deletar nossos melhores afetos"
Foram bons, os termos ,os belos, mas eu não me conformo",disse uma poeta, Sarah Teasdale. Foi readitdo um livro sobre o assunto, o Lado Fatal,Pessoas que passaram por essa dura , incompreensível experiência : alguém que amamos, deixou de existir.Não ouvimos seu passo, no corredor, sua voz ao telefone, não teremos longas conversas, não nos reuniremos em grupo de amigos, não contaremos façanhas e fofocas ou quixas.
Esta coluna é uma homenagem, a uma pessoa que se foi recentemente, como também a todas as pessoas queridas que perdi.Homenagens não trazen niguém de volta, mas talvez ajudem a nós, os que ficamos, a curtir mais, e melhor o que temos de perto, em lampejos de silêncio e contemplação. A morte , intrusa indesejada, sobre . a qual tanto se fala, não pede licença : sem bater entra pela porta ou pela janela, e às vezes pega quem mais amamos. E aí não tem remédio, senão a dor.- apesar de nossa dificuldade de lidar com ela, a dor é necessária nesses primeiros tempos. É preciso cegar ao fundo desse poço escuro para poder sair dele..Presenças bondosas, conforto de alguma palavra amiga, saber que os outros estão aí, que nos ajudam e nos fazem sobreviver. Mas não queiram que a gente não sofra.
Na pessoa , homenageio aqui a todos que se foram-eboora eu acredito que permaneçam, não importa como, em forma de alma, de energia ou memória o que já seria muito bom:de memórias, que nos ilumunem,nos emocionem ou nos façam sorrir, estamos precisados. E homenageo aqui também, a todos nós que ficamos com a singular tarefa de preservar, no coração e no pensamento, esses que aparentemente perdemos, e de aos poucos retomar a vida -como os mortos gostaria que fiziesse .Pois igualmente acredito com firmeza que é melhor deixar que os mortos morram( quem viveu isso entende). No começo do luto tudo é horrível" , mas com o tempo doí menos."
E afinal a vida chama, ainda que no início pareça um insulto. pois honrando a vida também estamos honrando nossos mortos , que, na nossa lembrança não mais crispada, na nossa melancolia não mais indignada, na integração de seus atos e palavras em nós, no que temos de melhor, continuarão vivos..
quarta-feira, 13 de março de 2013
O desconsolo da perda
" Só superamos a tristeza quando entendemos que perder não é sinônimo de não ter. Que quem morreu já não está no mundo, mas pode existir em nós."
Por que Dom Quixote de la Mancha é um dos romnce mais lidos do mundo? Possivelmente porque o herói só se deixa governar pela fantasia. Nós nos indentificamos com o personagem porque ele não quer saber da realidade. Desconhecem inteiramente o limite entre o imaginário e o real.
Quem leu Cem Anos de Solidão não se esquece de José Arcadio Buendía,que "cuja desatada imaginação ia sempre mais longe que o engenho da natureza e até mesmo além do milagre e da imaginação". Ele acreditava que era possível desentranhar ouro da terra com um lingote magnético. O leitor também deve lembrar da mulher de Buendía, Ùrsula, que depois da morte do marido continou a encontrá-lo onde ele passou amarrado os últimos anos de sua vida.Úrsula ia ao jardim lamentar a sorte dos seus descendentes, chorar no ombro do marido e se consolar. No povoado dos Buendía, os mortos morrem sem morrer. Por isso o romance arrebata e, mais que isso, consola.
O nosso amior desconsolo é a perda do ser amado.Só superamos a tristeza quando entendemos que perder não é sinônimo de não ter. Que quem morreu já não está no mundo, mas pode existir entre nós. Fazer o luto é entender que a morte não anula a existência e que , sem está,o morto ainda está.. Isso requer tempo.Tanto mais tempo quanto menos ritualizada é a despedida.Nas sociedades em que existe o culto ao ancestral, a morte não deixa quem perde inteiramente desprotegido como na nossa sociedade. Entre nós, evita-se falar da morte e não se tem tempo para tristeza, o que expõe mais ainda aos efeitos nagativos dela. Nada é pior do que a tristeza recalcada, de ação sorrateira e consequências imprevisíveis. Quem não chora o seu morto e não é consolado pelos vivos fica sozinho com perda. Num certo sentido, é marginalizado. Poa outro lado, quem não tem tempo para o sofrimento alheio não pode ter relações de amor ou de amizade. E assim, isola-se também.
Oa personagesn de romances encontram soluções mágicas para seus dramas.Já nós somos obrigados a aceitar a realidade . Mas nada nos impede de aprender com os personagens a usar a nossa imaginação para viver melhor. No caso do luto, isso significa rememorar: o encontro, a solidariedade, o tempo feliz vivido na companhia do outro.Rememorar em vez de lamentar a falta. Só chora continualmente a perda do amado ou, do amigo quem não acredita na própria morte. Ou desacredita o tempo, porque se ilude pensando que a vida não passa.
Betty Milian
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