sábado, 8 de dezembro de 2012

Grafitos e grafiteiros



  Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns com os outros com espírito e fraterndade;Declaração Universal dos Direitos Humanos-ONU)

    Grafitos são pinturas e desenhos toscos, traçados por pessoas geralmene não -indentificadas, em paredes, árvores, e outras superfícies mais ou menos duras, e utilizando lápis ou carvão, tintas, estiletes, e outros objetos pontiagudos, com a finalidade de transmitir mensagem aos transeuntes ou usúarios dos locais em que se encontram gravados.
            A difícil identificação dos escribas de gravitos, tanto pelo estilo quanto pela insegurança ortográfica , sintáica e até pela dissimulação de seus possíveis traços, artíscos caracteríscos quando utilizam desenhos, não há dúvida de que  sua maioria  é constituida de pessoas  e grupos sob pressão social, cujos conceitos, ideologia,, e própositos não encontram abrigo em outros veículos, seja por dificuldades individuais de elaboração intelectual, quanto  à linguagem, seja pelo custo de sua feitura, seja ainda pela própria essência da mensagem,composição e caráter do público a que preferencialmente visam atingir. Enquadram- se portanto, nas categorias de grupos sociais marginalizados.

Luiz Beltrão


   As primeiras pichações e grafitos...


    Há milhões de anos, os homens primitivos  registravam sua presença através de rudes desenhos em cavernas em que  eles habitavam...Seriam os primeiros grafitos?Em Roma no apogeu da literatura latina, lemos o verso do poeta Horácio:"Os nomes dos estultos  estão escritos por toda parte".Com certeza, havia já em Roma  antiga a mania de pichar pedras,  muros e monumentos com o próprio nome...Seria pichações como as de hoje, que se registram em todos países?

    
















Apesar de tudo, uma atividade pré- redacional...


Fomos criados para sermos irmãos dos nossos irmãos, e, mesmo assim, olhe lá.Somos irmãos de nossos irmãos e de nossos amigos, os demais são sócios, ou inimigos, competidores.
  Se eu quiser ser irmão de um favelado eu acho que ele me cospe na cara
   Carlos Drummond de Andra





    Há atividades que  chamaríamos de pré- redacional,    apesar de não ser vista assim...Trata-se do gesto quase institivo de escrver palavras, expressões,frases, reservada ou publicamente- impulso tão carecterístico  da fase infantil e juvenil, e que se transforma em um verdadeiro hábito ou mania...Os jovens escrevem essas palavras ou esses pequenos textos em seus cadernos ou paredes nos muros, não apenas por impulso lúdico, mas um desejo de revelar-se a si próprio ou de  mostrar sua presença aos outros, não raro em linguagem de provocação. Ora, essa" atividade" , que chamomos de pré -redacional, tem sido substituida e vista apenas por um prisma negativo, quase sempre condenada. No entanto, representa a primeira etapa da comunicação escrita espontânea, de cunho pessoal;tem valor prdagógico, se soubermos aproveitar.Basteria, por exemplo, criar espaço para aquela atividade, dentro da própria escola, em paineis apropriados. Em vez de encará-la como marginal, valorizá- la oficialmente como um "tipo" de tarefa de redação.
     Uma tarefa estimulante, porque de inteira criação do aluno.

    Hildebrando  A. de André

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Sordidez televisiva



   Ligo a telinha e vejo imagens passasndo pela minha mente. Consciente ou inconscientemente, sou bombordeada por informações indigestas..O subliminar está ali´presentes em imagens que formam e induzem a minha opinião,  sobre isto ou aquilo. Desligo o aparelho revoltada com a intromissão indesejada, que,   nem ao menos  deixa-me  raciocinar depois de um dia  exausto. de lida. Mas um pouco, o tempo passa,  e a mão viciada não resiste, aperta o botão mágico que ilumina meus olhos com luzes coloridas e vozes desconhecidas.Mesmo insatisfeita, "zapeio". em busca de algo special naquele fluxo continuo e libidinoso de informações fácies. Afinal ,para que pensar, quando sou servida por um  "menu" irrestível de pensamento prontos, que  não me furtarei em repetir feito papagaio, para integrar -me ao culto da opnião pública?
        Logo após a década de 50,pessoas como eu, a geração ""baby-boom", passaram a ser manipuladas em sua suas consciências pelo mais moderno controle de costumes,a televisão , que veio estabelecer devinitivamente  a chamada cultura de massa.O novo meio de comunicação revelou-se em pouco tempo superpoderoso,  eficiente e efetivo.
      A década de 60 chega e a grande descoberta torna-se alvo de disputa de poderosos,  seres humanos, que desejam, ambicionam e gozam com a sede de poder, e só se é poderoso quando se exerce o domínio sobre a mente de um número cada vez maior de pessoas.Hitler sabia disso, Goebels foi o primeiro grande transformista vendedor de imagens,  e serviu ao líder nazista pelo simples prazer de testar a tese da cultura de massa; que desastre. Infelizmente o ser humano é isto; quer ser um Deus, sendo sempre cada obra imcompleta em si mesmo.
          Um milhão de mentiras na televisão  valem mais que a verdade de um ser humano honrado e sério.Desde a entrada da nova fase  democrática brasileira, temos assistido a uma disputa pela benesses  das concessões televisivas, de ações permissivas do Estado, onde quem mente melhor leva.Não é preciso  citar nomes, nós todos sabemos quem é quem neste campo de batalha..Estamos sempre assistindo por um  sopro de vida na telinha, algo que justifique sua aexistência além do velho hábito, mas isso não acontece. Na mesmice de sempre fica evidente a ausência de liberdade para que exista concorrência ao todo poderoso...pena, temos que ouvir e ver sempre a voz eterna do pode..Ora, a liberdade de opinião e as nossas ideológias, para que?
        Fala-se tanto, até exaustivavamente, na livre iniciativa ,totem  máximo do neoliberalismo,numa filosofia, na prática triste ausência infeliz. aquele que ousa  aventurar-se no tabuleirtelevio de xadrez do controle de comunicações, onde  os lances já estão marcados e o vendedor é sempre o mesmo Ali um juiz tudo olha  e observa,  sabe bem o que é justo e certo;  deveria julgar pois da benesses televisivas deveria estar isento,; contudo os pugnantes e os pretendentes preferem impor uma falsa verdade da nossa política, sensível  à massificação da opinião pública e sedenta de votos. A venda da deusa justiça cai assim como impiedosa mordaça  frente  à sordidez  televisivae nos ombros da mediocridade.

   Bia Botana












       
     

Poucos amigos

Ninguém se coloca como inimigos dos livros; mas é certo que muitos se beneficiam  com o fato de que a leitura, nestes dias, tem poucos amigos na praça.

    Stendhal observou que a Igreja Católica aprendeu bem depressa que seu piocor inimigo eram os livros.Não os reis , as guerras religiosas ou a competição com outras   religiões;O que  criava problemas eram os livros..Neles as pessoas ficavam sabendo de coisas que não sabiam, porque os padres não lhes contavam, e descobriam que podiam pensar por conta própria, em vez de aceitar que os padres pensassem por eles.Abria-se para o indivíduo a possbilidade de discordar.Para quem manda não pode haver coisa pior.-como ficou comprovado no caso da Igreja, que foi perdendo sua força materialsobre países e povos,e no caso de todas as ditaduras de ontem,hoje e de amanhã.Stendhal estava falando na   sua França de 200 anos atrás,de algo que viria a evoluir,crescer, e acabar recebendo o nome de opinião" pública". Os livros, ou, mais exatamente, a possibilidade de reproduzir de forma ilimitada palavras, idéias, foram a sua pedra fundamental.
          A leitura de livros, ou de qualquer  coisa escrita, não parece estar num bom momento no Brasil de hoje; a oponião pública também não.A leitura está  a caminho de transformar num hábito do passado. Sua valorização ´é posta de lado- ou "relativizada",Lamentam que àrvores sejam cortadas para produzir papel destinado a impressão; a única forma aceitável de leitura para gente boa, deveria ser a tela  de algum artefato digital. Empresas de grande renome não cosideram uma virtude,de seus executivos, o gosto pela leitura, a não ser que se trate de publicações profissionais.. Nas novelas  de televisão, que continuam sendo o  principal entertenimento para milhões de brasileiros jamais se vê um personagem lendo um livro.Discute-se com muito calor, quantos beijos  entre a. s pessoas do mesmo sexo podem ser dado num capítulo, ou se o  casal gay pode aparecer tomando café na cama; prega-se , ao longo da trama,  todo tipo de causa, da defesa das geleiras à política de cotas raciais, O ato de ler também está banido da publicidade de consumo;há uma preferência, aí, por algo que se parece muito com o culto intensivo à boçalidade.Da atitude do governo, registra-se, sua profunda satisfação em anunciar, sempre é  incomodado pelo noticiário de escanâlos publicados na imprensa, que o "brasileiro não lê nada".
       Quanto menos se lê, menos idéias são mantidas em circulação. Quando menos idéias, menos espaço sobra para a discordância, a procura de alternativas e a fiscalização dos  atos do governo. O resultado, na prática, é uma indiferrença generalizada em relação ao comportamnto de quem governa.Não há muito o que fazer. quanto a isso.A opinão pública não tem nenhuma obrigação de pensar assim ou assado, muito menos de estar" certa" -ela é o que é, e parece perfeitamente inútil esperar que sinta o que não sente, ou que queira o que não  quer. Essas realidades , entretanto tem seu preço^.No caso do Brasil atual ,o desinteresse pelo que acontece na vida pública  é pago com a multiplicação, em ritmo cada vez mais rápido,de todo tipo de parasita dedicados a prosperar com o dinheiro do Erário.É certo que eles não irão embora por sua livre e espontânea vontade.

     Guzzo J. R.















quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Mulher no Espelho

    

   Eu vou começar a minha  estória.Agora, na superposição de maus rostos, em convergência de datas. Aqui,no cruzamento do meu corpo como espaço de minhas  imagens. Tenho o que dizer, pois vou dizer-me a mim mesma, como qualquer pessoa que se põe diante da memória ou dos espelhos. Não., não vou escrever minhas memórias, nem meu retrato , nem  mnha biografia. Sou uma personagens de ficção. Só existo na minha imaginação e na imaginação de quem me lê. E, naturalmente, para a mulher que me escreve Em casa ou na rua, não me sabem Por acaso alguém  sabe alguém, carne e grito sob  capa do rosto, ordenado e composto em carapaça? Quando falo, as pessoas pensam que  falam comigo, isso porque se confundem com as imagens exteriores, sempre iguais e semelhantes e, de alguma forma, fixas, se  se levarmos em conta o  correr de um dia, ou mesmo de um ano. O lado de fora, o lado da pele, muda com a mudança das células, crescimento, corrosão, apodrecer visivelmente..O que  muda dentro da pele, ninguém vê ,do choro ao riso. Vertigem . Salto e vôo.Mergulho no imperceptível. Quando sorrio, eu não sorrio.Nem choro, no cair das lágrimas,pelos sulcos  do meu rosto. A verdade é que, do lado de fora, nada tenho a ver comigo mesma.Nem sequer falo, ao falar .Eu sou eu, somente na imaginação. Como todo mundo. Mas nem todos sabem disso. O que sabemos, não sabemos. A realidade é o imaginado. Existo na minha ficção.
       Agora e aqui. Agora, na superposição de meus rostos, em convergências de datas.Aqui, no cruzamento  de meu corpo com o espaço de minhas imagens.
     Agora e aqui. Por que não antes e lá?Por que não? Na fluidez das linhas divisórias, qual a distância entre o rosto no espelho e o espelho ante o rosto?O real é o irreal,  agora e lá.Por que não? As datas convergem nas minhas imagens e eu digo eu. Mas quando digo eu, não sou a mulher que está escrevendo esta página. Quando eu digo eu , eu apenas imagino. Quem escreve é elaE o meu rosto no espelho? Quem é?
 Parente , Helena

O regresso social reside na alineação política


      Certa vez, quando questionando sobre o seu posicionamento político, o diplomata e escritor Guimarões Rosa respondeu ser apolítico.Tal declaração vinda de um gênio da literatura causa espanto  em muitos, eis que desde a Grécia antiga até hodiernamente a partipação política dos cidadões mostra-  fundmentalà constituição de um Estado, uma vez que ela acarretará um plano   piloto que designará quais serão os interresses estatais a serem buscados em prol de um dado povo e conforme as pecularidades de uma dada nação.
        No que tange ao Brasil, até 1984 houve necessidade  de partipação popular para se instaurar a democracia, e atualmente, a função de construir a história em nossa geração consiste na atuação real dos cidadãos a fim de atingir a consolidação do Estado Social Democrático de Direito, o qual só é alcançado a partir de pessoas que exijan seus direitos e cobrem das instituições políticas, bem como de seus respctivos atores, o efetivo exercício dos seus deveres enquanto govrnantes.
         A despeito de ser inquestionável que vivemos em um  tempo em que há muitos limites políticos,por conta do amplo liberalismo político em voga, o povo não pode omitir aceitando tudo como fazem os alienados.Omitindo-se, os cidadãos perderão totalmente o controle dos rumos políticos, restando ao bel prazer  dos atuais substitutos políticos. das instituições políticas: o FMI , o Banco Mundial e a OMC, instituições estas que defendem   interesses econômicos de uma pequena aristocracia internacional, pouco se importando com políticas sociais ou com uma melhor distribuição de renda à população mundial.
         A sonar-se a isso , é cediço que em tudo há política numa sociedade civilizada. Ela existe quando o cidadão atravessa a rua na faixa de pedestres, quando ele necessita de saúde pública ou simplesmente quando ele utiliza água tratada e encanada em seu lar. Desta arte, ainda que o indivíduo deseje ser apolítico ou alienao numa soiedade ordeira, é impossível afirmar que ele nunca se relacionará, direta ou indiretamente, com a política.
      Nesse diapasão, mais do que inevitável, pois,, é indispensavel a participação política na sociedade comtenporânea, seja porque a política está em tudo na civilização atual, seja poeque a participação popular que garen

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O altruísmo e o pensamento a longo prazo ainda têm lugar no mundo contemporâneo


Um grandioso e raro epetáculo da natureza está em cena no Rio d Janeiro, Trata-se  da floração  de palmeiras ou palma talipot,  no Aterro do Flamengo
     Trazidas pelo paisagista Roberto Marx, elas florecem uma única vez na vida, cerca de cinquenta anos depois de plantada.Em seguida,iniciam  um longo processo de morte, período em que produzem cerca de uma tonelada  de sementes.
       Quando Marx  plantou a planta  um visitante teria comentado. " Como elas levam muito tempo para florir,  o senhor  não estará mais aqui para ver" o paisagista, com mais de 50 anos, teria dito:
        Assim como alguém plantou para que eu pudesse ver,  estou plantando para que os outros possam contenplar."
        Onde há pensamentos a longo prazo, dificilmente pode haver um senso de destino  compartilhado, um  sentimento de irmandade, um impulso de cerrar fileiras, ficar ombro  a ombro ou marcar no mesmo passo. A solidariedade tem pouca chance e fincar raízes. Os relacionantos destacam -se sobretudo pela fragilidade e pela superficialidade.
         A cultura do sacrificio está morta .D eixamos de nos reconhecer na obrigação de viver em nome de qualquer coisa que não nós mesmos.
          A imagem de abnegação fornecida pela palma talipot, que, de certo modo, " sacrifica" a própria vida para criar novas vidas., é reforçada pelo altruísmo de Marx que a plantou,  não para o seu próprio proveito,  mas para  os dos outros..Em contraposição, o mundo atual teria escolhido o caminho oposto.