Todo mundo quer um cantinho pra chamar de seu. Mas sair da casa dos pais pode ser um desafio que fica mais fácil se dividido com uma amiga.
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O problema dessa solução é que, morar com uma pessoa - seja ela estranha ou não - implica numa série de outros desafios. Dividir o espaço é muito mais que dividir as contas. É preciso paciência, tolerância e muito, muito respeito pelo espaço do próximo. Isso garante paz e, no mínimo, a possibilidade de que recíproca seja verdadeira.
A psicóloga Leniza Castello Branco, de São Paulo, ensina quem está com essa ideia na mente: "Quando duas amigas decidem morar juntas a regra básica é cada uma saber para onde ir, o que pode e o que não pode fazer. Para isso, nada melhor que sentar e conversar sobre como deve ser o uso da geladeira, como as contas vão ser divididas ou o que cada uma vai pagar, etc".
Definindo as regras da casa, a probabilidade de surgirem discussões mais tarde, porque uma das partes desagradou a outra, será bem menor. "Quanto mais estabelecido o que pode e o que não pode, menores são as chances de briga", afirma Leniza, que também é analista junguiana.
Então sempre se lembre de combinar o máximo de situações possíveis - se namorados podem dormir ou não no apartamento, quem vai lavar a louça, a roupa, se irão alternar os dias, quem vai fazer o almoço ou o jantar e outras atividades básicas (e chatas), que devem ser feitas numa casa. Vale dividir as prateleiras da geladeira e as gavetas, criando a sensação de que cada uma tem seu espaço na casa.
E se, mesmo com todas essas regrinhas, alguma atitude da parceira não lhe agradar ou se ela quebrar uma das regras? É fácil. Para ter uma convivência harmoniosa, a única solução é expor o que aconteceu. "Você deve ser o mais franca possível. E nada de ficar dando indiretas. Tem que sentar e conversar", ensina Leniza.
Mesmo quando se mora com melhores amigos, as personalidades podem ser muito destoantes. Uma pode ser bagunceira e, a outra, super organizada. Nesse caso, mais uma vez a conversa é a saída. "Se uma das partes está incomodada, então ela deve dar alguns toques do que a incomoda", explica. Sempre primando a harmonia da casa e respeitando o espaço da outra, claro.
Depois das regras de convivência, hora de saber como serão divididas as contas. "Deve-se ter uma estimativa de quanto cada uma ganha e de quanto as duas irão gastar", sugere Leniza.
Uma dica é colocar uma caixinha na sala e combinar de, toda segunda-feira, por exemplo, as duas colocarem uma determinada quantia dentro. Pode ser R$50, R$100, ou o que for, com o compromisso de ambas as partes. O intuito é fazer com que o dinheiro arrecadado seja para pagar as contas.
Essa tática é super viável, principalmente se você - ou ela - está se acostumando agora a controlar as contas. Desse modo, o dinheirinho no final do mês para as contas estará garantido.
Agora, se você resolveu dividir o apartamento com uma desconhecida, a regra de "sentar, conversar e combinar" é imprescindível. "Antes de tudo, você deve fazer perguntas para a cidadã. Como costuma arrumar a cama? Quais são seus horários? Costuma chegar tarde em casa?", diz Leninza. Esse questionamento definirá o tipo de pessoa com a qual você irá dividir o apartamento e, melhor, se essa união pode dar certo.
Leniza deixa claro que o melhor mesmo é dividir a casa nova com uma amiga. Normalmente você a conhece melhor, sabe o tipo de educação que teve e o jeito que irá agir no dia-a-dia. Sem contar que amigos se aproximam por afinidade, ou seja, as chances da divisão funcionar, de fato, serão muito maiores. "Quanto mais parecidas as pessoas, mais certo a coisa pode dar", comenta a psicóloga
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