BRASIL ECONÔMICO -
04/10
Os dados colhidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad), divulgados na última semana pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), revelam o abismo existente entre a propaganda
enganosa exibida pelo governo petista e a dura realidade de milhões de
brasileiros. Pela primeira vez em 15 anos, o país viu crescer a taxa de
analfabetismo, que se mantinha em declínio desde 1997. Entre 2011 e 2012, o
índice de pessoas de 15 anos de idade ou mais que não sabem ler nem escrever
subiu de 8,6% para 8,7%.
Esse aumento representa acréscimo de 300 mil
analfabetos, totalizando um contingente de 13,2 milhões de cidadãos incapazes de
ler ou escrever um simples bilhete.
Os números estarrecedores mostram
ainda que o Nordeste, incensado pela propaganda petista como símbolo dos
supostos avanços nos dez anos de governos de Lula e Dilma, é a região que
concentra o maior percentual de analfabetos do país: 53,8%, o equivalente a 7,1
milhões de pessoas (a taxa local passou de 16,97o para 17,4% no período de um
ano). É lá também que se registra o índice mais expressivo de analfabetismo
funcional, com 28,4% de pessoas que conseguem ler e escrever minimamente, mas
têm dificuldade na interpretação de texto. O Norte aparece logo em seguida nesse
quesito, com um percentual de 21,9%, acima da média nacional de 18,3
%.
Outra falácia anunciada pelo PT e que cai como um castelo de cartas a
partir da pesquisa do IBGE é a suposta diminuição da desigualdade social no
país. Segundo a Pnad, o rendimento das camadas mais abastadas da sociedade
cresceu em um ritmo mais acelerado do que as de menor renda entre 2011 e 2012.
No topo da pirâmide social brasileira, onde se encontra o extrato do 1% mais
rico da população, a aceleração foi de 10,8% no período, enquanto a renda dos
10% mais pobres aumentou 6,6%. Desta forma, o índice de Gini, coeficiente
universal utilizado para medir a desigualdade social, reduziu sua velocidade de
queda neste último ano, ficando em 0,498 em 2012, ante 0,501 em 2011 (quanto
mais perto do zero, menor é a desigualdade). Não por acaso, o Nordeste, que
registrou piora na distribuição de renda no período, é a única região do país em
que houve aumento desse índice.
O pífio desempenho da economia
brasileira, combinado à expansão menor da renda dos mais pobres e ao aumento da
inflação, que corrói o poder de compra do cidadão e impulsiona a busca por
empréstimos, fez o endividamento das famílias brasileiras aumentar
exponencialmente. De acordo com o Banco Central, o índice avançou pelo sétimo
mês consecutivo em julho deste ano, alcançando o recorde de 45,1% (era de 44,89%
no mês anterior) . Desde o início da série histórica calculada pelo BC, em
janeiro de 2005, quando estava em 18,39%, o endividamento familiar no Brasil vem
registrando alta. Em fevereiro de 2007, chegou a 25 %, superando a marca dos 30
% no início de 2008 e a dos 40% em 2011.
Já são 33 meses de governo
Dilma, além dos oito anos de Lula, e o país continua sofrendo com o descalabro
educacional e o abismo social entre suas regiões. O governo do PT é uma fraude
absoluta, um engodo que leva o Brasil do nada a lugar algum, uma peça de
propaganda desconectada do mundo real. É preciso interromper logo esse círculo
vicioso de incompetência, antes que o futuro das próximas gerações esteja
irremediavelmente comprometido.
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