O relacionamento humano é fruto de uma cultura social, num tempo e num espaço. As
pessoas que vivem num meio troglodita podem achar normal tal comportamento. A maneira com que se tratavam marido e
mulher no passado era diferente da
atual; dificilmente se declarava um "eu te
amo" na frente de outras pessoas. Também o
elogio, que atualmente é mais abundante e mais
falso, era raro. Até para com os filhos a educação com muito "não" levava
a uma formação mais negativa. (Não confunda com
limites necessários na boa formação dos
filhos). O relacionamento era mais rude mas não menos amoroso.
A paixão
sempre existiu, o amor idílico também. Pois em nome desta dependência afetiva é
que devemos evoluir em nosso comportamento social.
Entretanto, neste mundo real, não místico, não
acadêmico, nao religioso, a evolução é o mandamento maior e assim o aprendizado
social, nos induz a melhorar a maneira como
tratamos os outros, especialmente na própria família. Um texto assinado pela colunista Leniza Castello
Branco, (de uma revista Caras, guardada em meus alfarrábios),
pode enriquecer nossos comentários. Sob o tema - dependência
não é amor - a autora assim escreveu: "As
relações saudáveis devem ser equilibradas. Quando, num casal, um se sente mais
poderoso ou mais fraco do que o outro é sinal de que o relacionamento não vai
bem. Quem ama não domina e também não deve deixar-se submeter." Já o ator Toni Ramos, em entrevista televisiva, dava
seu depoimento com conhecimento de causa - quase um depoimento - pois mantém um
casamento há mais de quarenta anos. Para ele o respeito ao companheiro (a) é fundamental para a boa convivência. Se uma
sensura ou um desacordo gera ogeriza, então se está regando a semente da
discórdia. Numa relação homem mulher muitos ajustes podem acontecer, em nome da convivência matrimonial.
Isto se estende aos filhos e a toda convivência mais chegada e exige um aprendizado,
quer de forma acadêmica ou pela
vivência.
A harmonia nas relações sociais se faz com
ciência e as virtudes sociais. A ciência porque
explica a psique e o comportamento, ou a
individualidade do outro, que deve ser considerada. As virtudes sociais porque encontramos nelas a compreensão, a confiança, a
abnegação, a solidariedade e outros comportamentos que devem ser cultivadas
diariamente. Não precisamos errar para aprender;
não precisamos brigar para corrigir comportamento. Como na saúde, também para os
relacionamentos a ação preventiva é pura inteligência para evitar o atrito. Faça
um estudo "matemático" do comportamento seu e da outra parte; busque as soluções;
parta para o diálogo e tente implementar toda e qualquer mudança que harmonize
sua vida familiar, laboral ou social. É quase uma técnica, neste mundo tão
técnico
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