segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Relações saudáveis Leniza Castelo Branco




 O relacionamento humano é fruto  de uma cultura social, num tempo e num espaço. As pessoas que vivem num meio troglodita podem achar normal tal comportamento. A maneira com que se tratavam marido e mulher no passado era diferente da atual; dificilmente se declarava um "eu te amo" na frente de outras pessoas. Também o elogio, que atualmente é mais abundante e mais falso, era raro. Até para com os filhos a educação com muito "não" levava a uma formação mais negativa. (Não confunda com limites necessários na boa formação dos filhos). O relacionamento era mais rude mas não menos amoroso. A paixão sempre existiu, o amor idílico também. Pois em nome desta dependência afetiva é que devemos evoluir em nosso comportamento social. 
Entretanto, neste mundo real, não místico, não acadêmico, nao religioso, a evolução é o mandamento maior e assim o aprendizado social, nos induz a melhorar a maneira como tratamos os outros, especialmente na própria família. Um texto assinado pela colunista Leniza Castello Branco, (de uma revista Caras, guardada em meus alfarrábios), pode enriquecer nossos comentários. Sob o tema - dependência não é amor - a autora assim escreveu: "As relações saudáveis devem ser equilibradas. Quando, num casal, um se sente mais poderoso ou mais fraco do que o outro é sinal de que o relacionamento não vai bem. Quem ama não domina e também não deve deixar-se submeter." Já o ator Toni Ramos, em entrevista televisiva, dava seu depoimento com conhecimento de causa - quase um depoimento - pois mantém um casamento há mais de quarenta anos. Para ele o respeito ao companheiro (a) é fundamental para a boa convivência. Se uma sensura ou um desacordo gera ogeriza, então se está regando a semente da discórdia. Numa relação homem mulher muitos ajustes podem acontecer, em nome da convivência matrimonial. Isto se estende aos filhos e a toda convivência mais chegada e exige um aprendizado, quer de forma acadêmica ou pela vivência.
 A harmonia nas relações sociais se faz com ciência e as virtudes sociais. A ciência porque explica a psique e o comportamento, ou a individualidade do outro, que deve ser considerada. As virtudes sociais porque encontramos nelas a compreensão, a confiança, a abnegação, a solidariedade e outros comportamentos que devem ser cultivadas diariamente. Não precisamos errar para aprender; não precisamos brigar para corrigir comportamento. Como na saúde, também para os relacionamentos a ação preventiva é pura inteligência para evitar o atrito. Faça um estudo "matemático" do comportamento seu e da outra parte; busque as soluções; parta para o diálogo e tente implementar toda e qualquer mudança que harmonize sua vida familiar, laboral ou social. É quase uma técnica, neste mundo tão técnico

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