Sabe, sempre fui vista quase como um E.T. pelas outras gurias, pelo simples fato de não achar, como elas, que deveria viver em função do "grande dia da chegada do príncipe encantado, que daria, finalmente, sentido real à minha existência vazia"...rs.
É cômico, mas é verdade. Grande parte das mulheres ainda pensa assim, muitos homens tmb.
Nunca fez sentido pra mim.
Nunca pensei que a responsabilidade pela minha felicidade coubesse à outra pessoa, que não a mim mesma.
Nunca pensei que seria saudável não conseguir sobreviver, se "aquele" cara me deixasse.
Nunca pensei que devesse abrir mão da minha individualidade, para me moldar a alguém, ou viver uma vida que não fosse a minha.
Quero alguém especial ao meu lado, sim. Quero me apaixonar, quero amar, ser amada...mas, sobre tudo, quero uma relação que se baseie na vontade, no desejo simples de conviver.
Quero saber que o tal carinha incrível, poderia sim, estar em qqer lugar do mundo, com qqer outra pessoa, tanto qto eu, mas que escolhemos estar juntos.
Esse é o mérito, isso engrandece a relação.
Viver a vida do outro, é anular-se. Abrir mão de si, é desvalorizar-se.
Quem perde sua identidade, não terá com que contribuir para estabelecer um relacionamento bacana.
Gosto da minha companhia. Não renuncio a mim.
Como diz a letra de Villeroy :
"Perder vazio é empobrecer"
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