Frequentemente, encontramos slogans como “Governo para todos”, “Do povo para o
povo”, e assim por diante. E nós acreditamos, mas as esperanças vão diminuindo e
os sonhos se acabando.
No Brasil, as dicotomias foram frequentes ao longo
de sua história. Podemos exemplificar, entre outras, algumas como o excesso de
riqueza na mão de poucos, muita matéria-prima e poucos produtos
industrializados, muito território e pouca infraestrutura, muita conversa e
pouca educação, muitas pessoas e pouca segurança, muita promessa e pouca
realização. Nota-se que muito se falou, mas pouco mudou ao longo do tempo,
apenas novas dicotomias foram introduzidas sob o manto de resolução das antigas
que, na verdade, só vieram a se somar aumentando o rol das existentes com poucas
melhorias perceptíveis.
A partir disso, podemos acrescentar mais excessos
no nosso sistema, a começar pelo excesso de legisladores (vereadores, deputados
e senadores) e seus muitos assessores, com pouca eficiência e quase nenhum
resultado; os cargos como o de ministros, secretários e diretores indicados com
muita pressão política e pouca meritocracia; e as punições irrisórias se
comparadas com as denúncias. Podemos nominar tantas outras que se somam as já
citadas e o resultado prático não poderia ser outro: um país de muitas
“dificuldades” e cheio de especialistas em vender “facilidades”, criando um
ambiente extremamente favorável à corrupção, como representa a nossa
realidade.
É preciso dar um basta, exigir as reformas tão aguardadas e
necessárias como a política e a tributária. A máquina estatal tem de ser simples
e funcional. Os recursos arrecadados têm de retornar em forma de benefícios à
população.
Temos de exigir maior comprometimento com o povo, mais
transparência nas contas públicas e o devido rigor na punição dos corruptos. Ou
a população exige, ou continuaremos assistindo ao descaso com a saúde, educação,
segurança e infraestrutura.
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